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16/03/2026
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Natura conclui simplificação corporativa com forte expansão de rentabilidade e lucro líquido de quase R$ 1 bilhão

  • Vendas da Avon International e Avon Rússia marcam o fim do processo de simplificação
  • Unificação das marcas Natura e Avon (Onda 2) concluída no México e na Argentina encerra os custos de transformação, que ficam abaixo do registrado em 2024
  • Margem EBITDA recorrente anual fecha em 14,6% (expansão de 130 bps), impulsionada pelo desempenho de 16,1% no 4T25 na América Latina
  • Geração de caixa sólida, apesar dos desafios de receita, levam a uma alavancagem dentro da faixa ótima ao final de 2025
  • Operações continuadas com lucro líquido próximo de R$ 1 bilhão

A Natura (B3: NATU3) apresentou hoje os resultados do quarto trimestre e do consolidado de 2025. Em um ano marcado pelos passos finais da simplificação corporativa, a companhia consolidou o foco na América Latina e alcançou forte expansão de rentabilidade. A margem EBITDA recorrente na região atingiu 16,1% no 4T25. No acumulado de 2025, a rentabilidade recorrente foi de 14,6%, expansão de 130 pontos-base em relação ao ano anterior. 

A conclusão das vendas da Avon International e da Avon Rússia representou o marco final da simplificação corporativa e da reorganização da estrutura de capital da Natura. A empresa encerrou o ano com a alavancagem financeira em patamar de 1,31x, dentro da faixa ótima de estrutura de capital.

Com a integração no México e na Argentina, a unificação operacional das marcas Natura e Avon foi finalizada. Com isso, 2025 marca o fim dos custos de transformação, que ficaram abaixo do registrado em 2024.

A receita líquida atingiu R$ 6,2 bilhões no 4T25. Apesar de um cenário macroeconômico desafiador no Brasil, com retração no consumo e consequente impacto na atividade das Consultoras de Beleza, e de instabilidades temporárias em razão da recente integração com a Avon no México e na Argentina, a expansão da rentabilidade foi impulsionada por eficiências em despesas gerais e administrativas e uma gestão disciplinada de custos.

No Brasil, o avanço da estratégia digital resultou em receitas de canais digitais crescendo 24,5% no trimestre. Os canais não venda direta chegaram a 22,5% de participação na receita no último trimestre, expansão de 4,5 p.p. ante o mesmo período do ano anterior. A Fintech da Natura, Emana Pay, acelerou, com a penetração de crédito atingindo 41% das vendas no final do ano.

Na América Hispânica, a finalização da integração impulsionou a margem EBITDA recorrente para 7,5% no 4T25, marcando a expansão de +810 bps.

No ano, o lucro líquido da companhia totalizou R$ +974 milhões, excluindo a provisão não recorrente e sem efeito caixa de R$ -434 milhões relacionada a contas a receber da venda da The Body Shop e outras despesas de desinvestimentos. Esse resultado demonstra a solidez do modelo de negócios e o potencial de resultados futuros da companhia.

“Cumprimos o compromisso de expandir a rentabilidade anual, marcando o quarto ano consecutivo de melhora da margem e ingressamos em 2026 com uma estrutura mais simples e ágil, prontos para um novo ciclo de prosperidade e inovação. Mantemos nosso foco em consolidar e expandir nossa liderança nos mercados latino-americanos, com crescimento da marca Natura e com o relançamento da Avon, neste mês de março, no Brasil e no México”, comentou João Paulo Ferreira, CEO. 

Regeneração
Em linha com nosso plano de transição climática, reduzimos as emissões absolutas de carbono em 10,2% em 2025. Esse desempenho foi impulsionado por iniciativas como a adoção de biometano em Cajamar, gerando ganhos de produtividade de mais de 400% no ciclo de reabastecimento e que deve evitar a emissão de aproximadamente 1,3 mil toneladas de carbono.

Em circularidade, a Natura atingiu 29% de material reciclado pós-consumo em embalagens, superando a meta de 25% um ano antes do previsto. A companhia também manteve a classificação “A” no CDP Climate Change e foi apontada como a empresa de beleza mais sustentável da América Latina pelo S&P Global Sustainability Yearbook 2026.

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